tecnologia tem invadido a realidade do dia a dia de cada um de nós. Aplicativos, sites, programas de computador, inteligência artificial, robótica, chatbots e outras tantas inovações vem transformando o presente e possibilitando um futuro, ao mesmo tempo que assustador, indiscutivelmente interessante e esperançoso.

As formas de comunicação entre as pessoas se transformam e se aprimoram a cada clique, ou melhor, a cada mensagem, imagem ou sensação virtual. Mas, mesmo com tudo isso, as fake news assustam e proporcionam enorme insegurança nas informações recebidas ou repassadas, implicando em um dos graves problemas que podem fazer da tecnologia uma arma para quem não tem o porte ou não foi devidamente preparado para utilizá-la.

Na saúde, mais do que em todas as outras relações, os consumidores (pacientes)  e seus fornecedores (médicos, hospitais, clínicas, seguradoras, convênios e governo) não podem se relacionar apenas sob as regras básicas de mercado (oferta e procura), mas sim incluir nesta relação a mais absoluta e irrestrita transparência e confiança.

Bitcoin

Quando, pela primeira vez, ouvi falar e comprei um Bitcoin, confesso que não entendi bem do que se tratava e, muito menos estava certo de que tinha comprado algo existente, mesmo que virtual. Talvez, muitos dos que aqui me leem, continuam com esta mesma sensação. Não se assuste, é absolutamente compreensível que você se sinta incluído neste grupo de leitores. Afinal, artigos servem para nos acrescentar algo, nos esclarecer ou nos divertir.

Bitcoin é uma moeda virtual criada por um “ente” conhecido como Satoshi Nakamoto, que até hoje ninguém sabe do que se trata (um grupo de pessoas, uma pessoa, uma instituição?), mas que desenvolveu uma tecnologia chamada Blockchain, com a finalidade principal de descentralizar as transações financeiras entre duas ou mais (milhares ou milhões) de pessoas, eliminando definitivamente os intermediários (principalmente os bancos) de maneira 100% segura e transparente.

Saúde com Bitcoin

Caro leitor, esta forma de se relacionar, 100% segura e transparente, sem intermediários, não lhe parece a maneira sonhada para uma relação de consumidor e fornecedor na área da saúde?

Imagine que, as informações dadas pelo seu médico a você, seriam checadas, obviamente sem a identificação de cada um envolvido, e confirmadas por alguns milhares ou milhões de conectados na rede (médicos, hospitais, clínicas, seguradoras, convênios e governo) eletronicamente, com base nos mais modernos conhecimentos ou contratos definidos, sem chance de erro!

Me parece que isto traria a segurança que esta relação requer e a possibilidade de evitar que, por qualquer outra questão (conflitos de interesse, financeira, mercadológica, marqueteira ou mesmo despreparo) sua saúde fosse colocada sob risco.

Ainda estamos distantes desta nova realidade, apesar de algumas iniciativas já existentes neste sentido.

Na verdade, acredito que se você se interessou por entender melhor o que significa blockchain, já demos mais um passo na direção de conquistas irreversíveis para a sociedade. A pergunta é: será que o ser humano está no caminho de se preparar para viver em uma sociedade 100% transparente e segura? Talvez não.  Mas que seria fantástico se conquistássemos isto ao menos na área da saúde, não há dúvidas!

Fonte: https://veja.abril.com.br/